quarta-feira, 1 de maio de 2013

quantas?

Quantas vezes o teu orgulho deixou partir quem precisavas que ficasse?
Quantas vezes acreditaste nas mentiras transformadas em palavras bonitas? Acreditavas sempre nelas, naquilo que quem mais querias te dizia.
Quantas vezes passaste na rua e quiseste abraçar?
Quantas vezes foste sabendo que não devias ir?
Quantas vezes esqueceste o teu amor próprio e acabaste com a tua dignidade?
Quantas vezes o teu impulso nem deu para pensar e reagir com a cabeça?
Quantas vezes o teu impulso foi o teu coração?
Quantas vezes tiveste que entender, ver e ouvir para acreditar no que fingias não perceber?
Quantas vezes entraste sabendo que não devias nem subir?
Quantas vezes pensaste nas palavras que ouviste e leste, querendo somente atitudes? Quantas vezes fingiste não te importares com a falta delas?
Quantas vezes ouviste que és perfeita demais para tal, mas mesmo assim aparecia quando já banalizavas as verdades aos teus olhos e realidades dependentes de mentiras?
Quantas vezes fizeste aquilo que não querias fazer para acabares magoada?
Quantas vezes mais é preciso tudo isto para partir?
Quantas vezes?
As vezes necessárias para o teu limite não passar do céu e o teu amor próprio ser o teu maior reflexo de felicidade.
Age! Manda embora! Se as vezes foram assim tantas e nada mudou, ficar não é para ti.
Agora sabes que é a tua vez de partir.

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