domingo, 19 de maio de 2013

*

Sei que não devo.


Estou a sentir novamente saudades do que não devo sentir. Devia ser errado sentir saudades de quem nos magoa, apenas a cabeça vê isso como um erro. 
Maldito coração que tem uma enchente de memórias que tendem em não desaparecer.
Dou por mim com saudades de coisas simples como chegar e escolher a lista de reprodução daquele computador. A lista para aquela tarde ou para o final de uma tarde depois da escola ou de uma noite fria entre a mudança do fresco Outono para o frio do Inverno. Coisas simples como cantarmos as músicas todas do Anselmo e mostrar músicas um ao outro. Coisas mais simples como um simples abraço quente ou um dos seus casacos enormes para não passar frio enquanto o caminho era feito até casa. 
Ainda me lembro do dia em que me deixou a segundos da porta de casa e veio a correr abraçar-se a mim mesmo depois de já se ter despedido. Agora paro e penso, como é que essa pessoa que fez isso num acto repentino e tão sincero hoje é o que é aos meus olhos? Frieza é o que eu aparenta haver por trás daquele olhar que me dizia tanto... Tudo mudou, mas eu ainda vivo as memórias. Ainda vivo o carinho e os sorrisos, as idas até casa, as noites e tardes de aconchego de um suposto amor, de cantar, conversar, de mensagens e até das saudades quando não estava cá. 
Como hoje em dia se diz as boas raparigas têm tendência em apego errado, mas nada me dizia naquele tempo que o era. As memórias são sem dúvida o pior para o nosso coração mesmo quando a nossa cabeça sabe o que está a fazer. 
Aprendi a sentir saudades e a não ir... Não percorrer aquele caminho e subir aquelas escadas, a entrar e no fim sair como que já nem conhecesse. Aprendi também a ser fiel ao meu respeito próprio e a guardar as saudades numa gaveta no meu coração e outra gaveta cheia de memórias e recordações. Abro-as sem intenção de querer de novo as mesmas, porque sei o que é o melhor para mim e sem dúvida que é aquilo que eu quero, mas não o que preciso. 
Para além de precisar vem antes o que é o melhor para nós e fiz a escolha certa quando decidi as abrir quando sinto que as devo abrir, mas nunca voltar a abrir mais gavetas. Estas chegam mesmo sabendo que não devo.

terça-feira, 14 de maio de 2013

.go

Não escolhas. Não te encantes à primeira pelo primeiro jeito bandido e atrevido, deixa que te mostrem os motivos para te encantares.
Um dia vais entender que as bad bitches são muitas, mas é somente peixe que vem rápido à rede. A shawty vai deixar de estar lá para ti e valorizar quem realmente lhe cuida, quem lhe dá amasso quando precisa, quem lhe dá sorriso em vez de lágrimas.
Essa shawty era a única com quem devias partir a cama e fazer-lhe sentir que nem rainha, essa rainha que te pôs no trono do lado dela, que viu coisas que não queria ver, que aguentou todas as suas inseguranças esperando ter o seu rei somente com ela. Ninguém tem que parar o mundo para outra pessoa, mas ninguém tem que agarrar e partir a cama com todas esperando esperas e encantos. Desencanto é o que resulta de todas as redes de pesca bem batidas e quando deres por ti a swaty deu o" go" sem tu lhe teres afirmado: "let it go."

quarta-feira, 1 de maio de 2013

quantas?

Quantas vezes o teu orgulho deixou partir quem precisavas que ficasse?
Quantas vezes acreditaste nas mentiras transformadas em palavras bonitas? Acreditavas sempre nelas, naquilo que quem mais querias te dizia.
Quantas vezes passaste na rua e quiseste abraçar?
Quantas vezes foste sabendo que não devias ir?
Quantas vezes esqueceste o teu amor próprio e acabaste com a tua dignidade?
Quantas vezes o teu impulso nem deu para pensar e reagir com a cabeça?
Quantas vezes o teu impulso foi o teu coração?
Quantas vezes tiveste que entender, ver e ouvir para acreditar no que fingias não perceber?
Quantas vezes entraste sabendo que não devias nem subir?
Quantas vezes pensaste nas palavras que ouviste e leste, querendo somente atitudes? Quantas vezes fingiste não te importares com a falta delas?
Quantas vezes ouviste que és perfeita demais para tal, mas mesmo assim aparecia quando já banalizavas as verdades aos teus olhos e realidades dependentes de mentiras?
Quantas vezes fizeste aquilo que não querias fazer para acabares magoada?
Quantas vezes mais é preciso tudo isto para partir?
Quantas vezes?
As vezes necessárias para o teu limite não passar do céu e o teu amor próprio ser o teu maior reflexo de felicidade.
Age! Manda embora! Se as vezes foram assim tantas e nada mudou, ficar não é para ti.
Agora sabes que é a tua vez de partir.