Todos nós temos no nosso coração alguém sobrevivente a todas as nossas decepções, mesmo que esse alguém seja uma das razões pelas quais elas existem. Alguém que amamos, gostamos, queremos, valorizamos, seja o que for, é o "alguém".
Há casos e casos, mas há casos em que esse alguém desaparece da nossa vida, foge. Não larga porque sabemos bem que quando existe fraqueza as fugidas são o melhor e largar só os fortes conseguem. Casos em que estão connosco, mas não têm mais aquele jeito que nós gostamos, não têm mais o toque que nós gostamos de sentir, não têm mesmo mais aquele jeito talvez porque com tantas histórias numa só história as coisas que tanto apreciávamos vão mudando aos nossos olhos e é isso... É sentir que já nem cuida de nós e não se preocupa mais. Já não sabe ser o mesmo alguém e vai-se revelando passando a deixar de ser o que tanto queremos, deixar de ser o nosso grande interesse e o ponto alto da nossa atenção ou talvez um foco para a nossa felicidade.
O mais engraçado neste tipo de situação é que talvez fosse a pessoa certa, se calhar até era até ao dia em que a fraqueza dominou todo o seu ser e 'fraquejou' todos os pontos fortes do nosso. Dois seres completam-se, tal como sabemos que a corda só se aguenta esticada se puxarmos mutuamente as duas pontas. É isso, a corda não chegou a rebentar porque foi solta e continuei a agarrar, mas como o céu não tem limites nós também não temos, porque haverá sempre mais e mais na nossa inconstante vida que tanto está igual como também pode mudar.
Saber estabelecer limites para certas coisas dá, eu posso garantir isso porque neste aspecto eu tomei em consideração os meus mesmo sabendo que haverá mais, mas não nesta história.
O mais irónico é que há sempre outro alguém que talvez não seja o certo, mas que tem tudo aquilo que gostamos. Tem um toque que consegue ser especial, tem uma atitude que mexe com o nosso sistema, tem um grau de preocupação mesmo que não demonstre entre tantas outras coisas que nós gostamos, mas que não são do tal "alguém" que talvez fosse o certo, mas encontramos isso tudo no "outro alguém", esse que talvez saibamos que é o errado.
E não, não é carência ou estar carente, mas sim encontrar no que menos pensávamos o que queríamos encontrar nas sobrevivências do nosso coração.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
até um dia
O problema é o fazer. Sim, do verbo "fazer": "eu faço", "tu fazes", "nós fazemos"... É que ao contrário de ti, fraco, que se encontrara um dia ao meu lado, eu fui sempre forte o suficiente para fazer o que podia e até o que pensava não puder por ti e acreditar no: "ele também fará". Pois, acreditar em tudo aquilo que eram só grãos de areia para os meus olhos. Mais e mais até chegar ao hoje.
O hoje em que todos esses grãos de areia não passaram de ilusões. Ilusões minhas, mentiras tuas. Fraquezas que admites e até parece irónico a maneira como te acusas como fraco. Tenho-te a dizer que é das únicas vezes que acredito que estás realmente a par do que és.
Entristece e seria tudo mais fácil se alguém tivesse mo dito. Dito que ias embora de um jeito inesquecível e tão doloroso depois das tempestades, mas todas elas foram mais fortes que tu. Não te julgo por seres fraco, mas por seres o "mar" que me empurra contra as marés e que depois dessas me traz de volta aquela areia que eu não quero mais pisar. Onde o vento é tão forte que os grãos de areia acabam por embater contra os meus olhos e depois acabo em lágrimas por fazer tanta confusão nos meus sensíveis olhos, que tu tanto conheces, aquela areia toda.
Não necessito de confiar em ninguém para além de mim e no meu foco. Foco esse que tu não farás mais parte e já chega. Já chega de tantos grãos de areia, de marés, de fraquezas e factos para ser forte, rancores, amores e "desamores", da escrita para ti, da minha alma não se ver livre do grandioso amor que um dia tive e de todos os dias me lembrar de palavras e momentos, mas logo a seguir de todos os passos que deste até dares a conhecer ao meu ser, para além de todo esse teu orgulho, também ao teu a tua forte fraqueza.
Podes crer! Podes crer que custa, mas sabes o pior? Sou eu que me sinto tão capaz agora só conhecer a desistência. E eu que não gosto de desistir tive que pôr em prática o: "eu desisto". Para ti foi fácil não é? É sempre tudo tão fácil...
Não faço promessas que posso não puder cumprir e por isso mesmo não prometo desistir de escrever para ti. É sempre melhor escrever do que guardar para mim, mas também não tens que saber porque agora é assim. Deixaste de fazer parte do meu ser, mas isto não é um acto de egoísmo é só a minha dor por ter conhecido as tuas fraquezas quando sempre te julguei tão forte para além do que me mostravas.
Enganei-me?! Não, melhor! Eu simplesmente estava a acreditar demais num amor exclusivamente meu.
Aprendi a desistir mesmo quando não sei lidar com tal coisa, mas garanto exclusivamente uma coisa: sou forte o suficiente para não fugir, mas apenas largar aquilo que me destrói.
Um "até um dia" porque acabar um texto como sempre o fiz com um "amo-te" já não é para mim.
O hoje em que todos esses grãos de areia não passaram de ilusões. Ilusões minhas, mentiras tuas. Fraquezas que admites e até parece irónico a maneira como te acusas como fraco. Tenho-te a dizer que é das únicas vezes que acredito que estás realmente a par do que és.
Entristece e seria tudo mais fácil se alguém tivesse mo dito. Dito que ias embora de um jeito inesquecível e tão doloroso depois das tempestades, mas todas elas foram mais fortes que tu. Não te julgo por seres fraco, mas por seres o "mar" que me empurra contra as marés e que depois dessas me traz de volta aquela areia que eu não quero mais pisar. Onde o vento é tão forte que os grãos de areia acabam por embater contra os meus olhos e depois acabo em lágrimas por fazer tanta confusão nos meus sensíveis olhos, que tu tanto conheces, aquela areia toda.
Não necessito de confiar em ninguém para além de mim e no meu foco. Foco esse que tu não farás mais parte e já chega. Já chega de tantos grãos de areia, de marés, de fraquezas e factos para ser forte, rancores, amores e "desamores", da escrita para ti, da minha alma não se ver livre do grandioso amor que um dia tive e de todos os dias me lembrar de palavras e momentos, mas logo a seguir de todos os passos que deste até dares a conhecer ao meu ser, para além de todo esse teu orgulho, também ao teu a tua forte fraqueza.
Podes crer! Podes crer que custa, mas sabes o pior? Sou eu que me sinto tão capaz agora só conhecer a desistência. E eu que não gosto de desistir tive que pôr em prática o: "eu desisto". Para ti foi fácil não é? É sempre tudo tão fácil...
Não faço promessas que posso não puder cumprir e por isso mesmo não prometo desistir de escrever para ti. É sempre melhor escrever do que guardar para mim, mas também não tens que saber porque agora é assim. Deixaste de fazer parte do meu ser, mas isto não é um acto de egoísmo é só a minha dor por ter conhecido as tuas fraquezas quando sempre te julguei tão forte para além do que me mostravas.
Enganei-me?! Não, melhor! Eu simplesmente estava a acreditar demais num amor exclusivamente meu.
Aprendi a desistir mesmo quando não sei lidar com tal coisa, mas garanto exclusivamente uma coisa: sou forte o suficiente para não fugir, mas apenas largar aquilo que me destrói.
Um "até um dia" porque acabar um texto como sempre o fiz com um "amo-te" já não é para mim.
sábado, 8 de dezembro de 2012
porcelana
Boneca de porcelana, já chega de partires e voltarem-te a colar. A porcelana vale muito, mas quando quebra custa a voltar ao lugar. Nós mulheres somos um grupo enorme de bonecas de porcelana que são só valorizadas pelo exterior, e se o interior for o mais lindo vão acabar por o partir.
E que tal começarmos a ter atitude de rocha? Ninguém irá conseguir quebrar, ninguém se atreve a tentar e por dentro poderá esconder milhares de outras pedrinhas, ou bocados de rocha, como bem quiserem entender, que só se dão a conhecer a quem devem. Pedrinhas cuja referência são os nossos sentimentos.
Afinal a boneca de porcelana é sempre muito bonita e a que acaba sempre mal tratada... Como também aprende muita coisa, daí a ideia de sermos como rochas. O que importa é o que nós somos para nós próprios e só depois o que vamos ser para os outros. Não vamos rachar por ninguém se soubermos o que valemos e a maneira que temos de ser valorizadas.
Também há rochas bonitas! Sei do que falo porque já as vi...
Precisamos de ser "inteiras" pois não dá medo e ao sê-lo já somos muito corajosas.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
descidas rápidas
Nós conhecemos sempre as pessoas. Somos capazes de tudo por elas ao ponto de ouvir as opiniões sobre os outros e concordar ao ponto de proteger. Proteger sempre porque afinal acreditamos no que ouvimos. Cuidamos, protegemos, não falhamos mesmo quando queremos estar sós no nosso mundo individual, que tanto precisamos por vezes. Criamos laços quase como família e damos a conhecer o topo da montanha, topo esse que qualquer alpinista ciente que consegue lá chegar, alcança. Topo esse que achamos ser o ideal para as pessoas lá estarem longe de quedas, quedas iguais a falhas.
Chega ao dia.... Conhecemos as pessoas como já referi, mas conhecemos sempre a personalidade que nos dão a conhecer e depois vem tudo. Esse tudo é o globalizar da situação do não conhecer. Nós achamos que conhecemos, mas afinal deixámos de parte as nossas tristezas, o nosso mundo, a nossa solidão por vezes tão necessitada, ouvimos até aquilo que não queremos, entre tantas outras coisas puras para depois tudo o que ficámos a conhecer é o outro lado. E que lado!!!
Sempre ouvi dizer que só vemos aquilo que queremos ver. Realmente é muito certa esta frase até começarmos a ver que somos motivo de inveja por sermos somente nós próprios, darmos o nosso melhor em tudo e ambicionarmos apenas o bem dos outros. Os outros que nos invejam, que nos vão apunhalando pelas costas e de seguida ir ao encontro das nossas fraquezas e destruírem o que ambicionavam também ser, mas simplesmente não conseguem porque vivem para serem iguais e não eles próprios.
O escudo que usamos para nos proteger dos nossos potenciais inimigos é agora usado por nós seres ingénuos e puros para nos proteger dos que mais achámos conhecer. Custa não é? Saber que até quem estava no topo desceu tão rápido...
sábado, 1 de dezembro de 2012
andorinha que parte e volta
Percebi que a minha alma é livre. Livre, mas tende a juntar-se a uma parte do meu cérebro que evita o teu ser como uma borboleta completamente livre que voa até pousar numa flor.
Depois encontro a minha alma ligada à outra parte do cérebro como uma andorinha que parte no inverno, mas volta sempre no início do quente da estação primaveril. É como eu...
A minha alma livre ensina-me a aprender a afastar-me do teu ser e o meu coração esse que tem uma vontade enorme de correr ao teu encontro para preencher este vazio que é a falta de ti.
Alma livre que me corta os amores e "desamores", me desapega e que foge das expectativas para essas não tropeçarem nas desilusões e acabarem por cair, que faz com que o meu coração amante do teu ser procure a forma de ser livre sem ti.
Sou vidrada em tudo o que engloba o teu ser e em todos os detalhes do que tu és e foste, do que foste para mim e para ti próprio, do que eras quando existíamos nós os dois, dos detalhes que acabaram por se modificar e de todo o amor que acreditei vir de ti.
Agora... Agora já não é assim e a minha alma livre tem que ser como a borboleta que pousa de flor em flor e não como a andorinha que parte e volta, numa espécie de rotina. A cabeça vezes o coração tem destas coisas, mas há limites para o amor que foi julgado e posto em vão...
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