Nós conhecemos sempre as pessoas. Somos capazes de tudo por elas ao ponto de ouvir as opiniões sobre os outros e concordar ao ponto de proteger. Proteger sempre porque afinal acreditamos no que ouvimos. Cuidamos, protegemos, não falhamos mesmo quando queremos estar sós no nosso mundo individual, que tanto precisamos por vezes. Criamos laços quase como família e damos a conhecer o topo da montanha, topo esse que qualquer alpinista ciente que consegue lá chegar, alcança. Topo esse que achamos ser o ideal para as pessoas lá estarem longe de quedas, quedas iguais a falhas.
Chega ao dia.... Conhecemos as pessoas como já referi, mas conhecemos sempre a personalidade que nos dão a conhecer e depois vem tudo. Esse tudo é o globalizar da situação do não conhecer. Nós achamos que conhecemos, mas afinal deixámos de parte as nossas tristezas, o nosso mundo, a nossa solidão por vezes tão necessitada, ouvimos até aquilo que não queremos, entre tantas outras coisas puras para depois tudo o que ficámos a conhecer é o outro lado. E que lado!!!
Sempre ouvi dizer que só vemos aquilo que queremos ver. Realmente é muito certa esta frase até começarmos a ver que somos motivo de inveja por sermos somente nós próprios, darmos o nosso melhor em tudo e ambicionarmos apenas o bem dos outros. Os outros que nos invejam, que nos vão apunhalando pelas costas e de seguida ir ao encontro das nossas fraquezas e destruírem o que ambicionavam também ser, mas simplesmente não conseguem porque vivem para serem iguais e não eles próprios.
O escudo que usamos para nos proteger dos nossos potenciais inimigos é agora usado por nós seres ingénuos e puros para nos proteger dos que mais achámos conhecer. Custa não é? Saber que até quem estava no topo desceu tão rápido...
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