terça-feira, 22 de janeiro de 2013

imagina comigo II

Vais voltar a imaginar comigo...
Fecha os teus olhos brilhantes, como sabes o mais importante para imaginarmos é o fechar dos nossos olhos em conjunto com a força do nosso poder de concentração. Desta vez não te vou pedir nada como da última vez que te escrevi a pedir para que imaginasses, porque agora tudo mudou e eu insisto em escrever para ti como uma boa memória de um grande amor, mas não vai passar disso e imaginar é como sonhar... É bom, mas nem sempre podemos realizar.
Sempre te vi como um espírito livre o que se tornou normal durante o percurso da tua vida, por isso imagino-te como um cavalo negro de pelagem cintilante com a sua crina negra e tão lisa que dá vontade de tocar... Imagina-te como um cavalo selvagem que por alguém foi domesticado e tão depressa voltou a ser solto e retomou às suas origens livres e selvagens. És tu... Estás deveras livre de tudo o que me rodeia e de tudo o que te faça lembrar-te de mim. Agora imagina-te como esse cavalo a correr quando solto, solto para sempre das mãos domésticas do seu ser-humano.
Num prado enorme de verdura bem verde e fresca esse cavalo corre como se nunca tivesse sido selvagem e corre cada vez mais, mas com ele há algo que o segue. Imagina que no céu limpo e azul está um pássaro pequenino e branco que acompanha a correria do cavalo, imaginando que és tu e que o pássaro sou eu, esse pássaro irá voar por cima do prado que o cavalo pisa e olhando pelo caminho sem que o cavalo se quer o note.
Sabes porque me considero esse pássaro? Os cavalos só olham em frente e os pássaros estão lá no alto, por isso tu nunca saberás que por várias vezes eu estarei a par do essencial sobre ti. Não cuidarei de ti porque isso já não faz parte de mim, mas imagina-me como um pequeno anjo que apenas quer imaginar-te a sorrir, não te seguirei nem te procurarei, irei apenas sabendo dos pormenores de ti. Continua livre e corre até não puderes mais pelo caminho certo, como o cavalo negro de pêlo tão brilhante, que vai correndo pelo prado em busca da sua liberdade.
E quando tiver um dia cheio de sol naquele prado verde procura a sombra, mas não deixes que ela te "desilumine". Imagino o brilho do teu sorriso a entrar numa sala cheia de gente e a conquistar todos os que estão à tua volta, como sempre o fizeste num gesto simples de tanta simplicidade.
Procura ser sempre esse cavalo livre e selvagem, mas nunca deixes que te dominem como alguma vez a dor te dominou ou como te fez sentir perdido. Faz como os cavalos, imagina-te mais uma vez como um deles e olha só em frente.
Este pequeno pássaro branco tal como uma roula branca que simboliza a paz vai querer sempre o teu bem e a tua paz interior, mas acima de tudo que não imagines apenas a felicidade apenas que vás atrás dela. Eu irei saber sem teres que cruzar o teu olhar brilhante no meu.
Não terás que te preocupar e muito menos de te esconder, é uma sensação boa ver-te seguir e acima de tudo sorrir.

Apenas vou pedir que voltes a fechar os olhos para finalizar, imagina-me a aparecer só mais uma vez e será a última, sente os meus lábios na tua testa. Irei dar-te um último beijo como sinal de respeito, lento e meigo, e assim que acabares do sentir poderás abrir os olhos pois aí eu já estarei a partir.


domingo, 20 de janeiro de 2013

nele não há amor

Miúda, olha bem à tua volta e vê o quanto o mundo está cheio de melodias. Ainda que não tenhas chegado ao significado de monogamia o Valete na sua melodia dizia: "Homens são assim, cansam-se rápido, não fomos feitos 'pra monogamia. Vivemos com ambição de alpinista, criamos outra conquista depois de outra conquista." e ainda assim acreditas que és a única a dar amor a um conquistador?
Ele diz-te que és bela, perfeita e a única da sua vida e enquanto isso tu acreditas e esse teu querido abusa de ti e a tua história é sempre repetida. Tu és tudo aquilo que ouves e em que acreditas, nas palavras dóceis de mais uma das suas conquistas e ainda te surpreendes quando diz para não te apegares, a paixão é certa e acabas por te apaixonares. 
O jogo está todo posto na mesa e foste cair nele, outra vez? Talvez! As tuas amigas são outras das suas conquistas, mesmo assim elas te avisaram e caíste mais uma vez. Quantas vezes dizes que o adoras e ele mantém-se calado? Mal educado chama-te nomes porque tu o rejeitas, não deixes que ele te use, tu não és desenho animado. É com todas na cama que ele se sente apaixonado. O acto sexual é mais importante, ainda te iludes a achar que és o seu diamante. 
Não tem amor para te dar nem saudade para matar, o que ele quer é com isto te enganar. 
Nele não há amor, acorda miúda. 

Esta miúda sou eu...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ele voltou com o seu jeito especial

Ele conseguiu. Voltou com aquele seu jeito que mexe comigo, com aquele olhar que me mata e que fica parado a fixar em mim, com os lábios a roçarem nos meus, com as brincadeiras que me fazem rir por mais parvas que possam parecer, com o seu toque na minha pele que me arrepia até à espinha e com umas simples palavras de saudades, o meu ser lembrou-se de tudo o que eu tinha para tentar esquecer.
Ele sempre teve aquele seu jeito que fazia algo parar de raciocinar porque no fundo sempre pareceu cuidar de mim, mesmo não sendo o tal alguém que eu vejo como o amor da minha vida. O amor da minha vida já não sabia cuidar do meu ser, e voltei a encontrar aquele jeito na pessoa errada. Errada, mas que sabe como fazer apegar.
Odeio admitir que por mais que me tente afastar e guardar para mim, aquele jeito dá cabo do meu sistema e eu que sei muito bem que não devia. Podia não saber, mas sei e o problema é mesmo esse. Querer, mas não ser o melhor para nós. Engraçado como até o facto de tal coisa são as recordações do que foi bom e volto a repetir: aquele seu jeito bandido que dá cabo de mim.
Ter saudades de todas, é isso. Ter saudades de todas, as palavras não diferenciarem nas mensagens para mim tanto como para as outras, as outras que são mais umas tal como eu aos seus olhos. E eu não quero ser mais uma, não preciso disso e de sentir que a ocasião traz decepção.
E lá está... é difícil não resistir a toda a sua maneira de ser.