sábado, 1 de dezembro de 2012

andorinha que parte e volta

Percebi que a minha alma é livre. Livre, mas tende a juntar-se a uma parte do meu cérebro que evita o teu ser como uma borboleta completamente livre que voa até pousar numa flor. 
Depois encontro a minha alma ligada à outra parte do cérebro como uma andorinha que parte no inverno, mas volta sempre no início do quente da estação primaveril. É como eu...
A minha alma livre ensina-me a aprender a afastar-me do teu ser e o meu coração esse que tem uma vontade enorme de correr ao teu encontro para preencher este vazio que é a falta de ti.
Alma livre que me corta os amores e "desamores", me desapega e que foge das expectativas para essas não tropeçarem nas desilusões e acabarem por cair, que faz com que o meu coração amante do teu ser procure a forma de ser livre sem ti.
Sou vidrada em tudo o que engloba o teu ser e em todos os detalhes do que tu és e foste, do que foste para mim e para ti próprio, do que eras quando existíamos nós os dois, dos detalhes que acabaram por se modificar e de todo o amor que acreditei vir de ti. 
Agora... Agora já não é assim e a minha alma livre tem que ser como a borboleta que pousa de flor em flor e não como a andorinha que parte e volta, numa espécie de rotina. A cabeça vezes o coração tem destas coisas, mas há limites para o amor que foi julgado e posto em vão...

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