Dou por mim a pensar como é que há pessoas sem capacidade para se sentir no lugar do outro ser que está para além deles.
Parece-me que está cada vez mais rápida a maneira como se descriminam as forças que se fazem sentir. Os sentimentos, aquilo que há de natural em nós.
Olhar pelo outro, cuidar, viver, amar, preocupar, sentir, acreditar, confiar e por aí são razōes que nos fazem acreditar que também sentimos, mas nem todos nós, como devia ser, sentimos pelos outros. Há quem sinta por si mesmo e com isto leva ao egoísmo de tremenda parte que se esquece de quem reflete pelos seus actos.
É fácil pensarmos em nós, mas nunca nos lembramos de quem estamos a pôr juntamente com os nossos actos.
A vontade de matarmos as nossas próprias vontades e satisfações nem sempre nos faz ver e refletir sobre a força que isso poderá fraquejar o outro. As nossas intenções não boas e boas será que vão para além do que o outro pensará? Será que é isto mesmo que queremos ou será que há mais para pensar e diferente de pensar, refletir? ... Por não pensarmos assim os caminhos enganam e magoamos quem achámos que não ia notar e acabamos por nos perder em desculpas que sabemos que o outro nem vai querer ouvir.
São os nossos actos egoístas que não nos fazem enchergar o modo como estamos a agir e que coração estamos a influenciar para os egoísmos e para certezas que as nossas vontades não deixam ouvir.
Por isso, o melhor é tentarmos sempre, porque tentar é algo pequeno, mas não nos faz arrepender, só que.... Se sabemos que não há mais caminho para nós continuarmos a andar não vamos deixar pedras mais à frente sabendo que não iremos querer lá ir.
Joana Pais Lopes
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